16 de out de 2008

Acessibilidade » Desenho universal


Acessibilidade » Desenho universal
Na década de 60, em Washington – EUA foi criada uma comissão para a construção do conceito “Desenho Livre de Barreiras”, se construindo uma concepção ideológica para o desenho de equipamentos, edifícios e áreas urbanas, com foco na qualidade de vida e conforto dos usuários.
O conceito de desenho livre de barreiras acabou evoluindo para o “Desenho Universal”, pois é destinado a atender qualquer pessoa, inclusive as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Pode-se entender como uso igualitário e democrático dos espaços urbanos, pois visa evitar que barreiras físicas venham a existir, impedindo a segregação social. De acordo com as definições de Ron Mace (1991), “Pensar no Desenho Universal é criar de ambientes e produtos que podem ser usados por todas as pessoas na sua máxima extensão possível”.
Segundo a ABNT Associação Brasileira de Normas e Técnicas (NBR-9050:2004) Desenho Universal é “Aquele que visa a atender à maior gama de variações possíveis das características antropométricas e sensoriais da população”.
Portanto, o Conceito de Desenho Universal está baseado nos seguintes princípios:
Uso Eqüitativo:
Flexibilidade de Uso:
Uso simples e intuitivo:
Informação perceptível:
Tolerância ao erro:
Baixo esforço físico:
Tamanho e espaço para aproximação e uso:

Bancos terão novas regras para acessibilidade de pessoas com deficiência

Os bancos terão de oferecer condições de acessibilidade e de atendimento prioritário às pessoas com deficiência física, visual, auditiva e mental. É o que prevê Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que será assinado nesta quinta-feira (16/10), em Brasília, entre o Ministério Público Federal, Ministério Público de São Paulo, Ministério Público de Minas Gerais, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (Corde). Com a medida, os bancos terão que oferecer, entre outros, rampas de acesso ou equipamentos eletromecânicos de deslocamento vertical, adaptação do mobiliário, instalação de assentos de uso preferencial, destinação e sinalização de vagas reservadas nos estacionamentos, instalação de sanitários adaptados para usuário de cadeira de rodas e adaptação de caixas eletrônicos. O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Gilda Pereira, e a procuradora da República em São Paulo Adriana da Silva vão assinar o termo pelo MPF, em cerimônia marcada para as 11h. Após a assinatura do TAC, será concedida entrevista coletiva.

15 de out de 2008

Automóvel Adaptado

Video de Thais Coelho

Pinacoteca - Programa Educativo para Públicos Especiais - PEPE


Este programa visa garantir a possibilidade de fruição da arte para pessoas com deficiências - sensoriais, físicas ou mentais - por meio de estímulos multissensoriais e lúdicos.
É fundamental compreender que a Pinacoteca, como museu dedicado às artes visuais, pode e deve ter obras de seu acervo acessíveis a outros sentidos, tanto pela elaboração de percursos sensoriais que permitam o contato direto com as obras originais, como pela produção de recursos de apoio multissensoriais baseados nas obras de arte originais.

São realizadas visitas acompanhadas por educadores especializados com base na seleção de obras do acervo, incluindo esculturas, objetos e pinturas, acessíveis por meio de toque orientado ou recursos multissensoriais e lúdicos, estabelecendo-se percursos diferenciados para cada grupo.

Recursos de apoio como maquetes visuais e táteis do edifício da Pinacoteca e seus arredores, reproduções de obras bidimensionais e tridimensionais, feitas em resina acrílica e borracha texturizada, extratos sonoros relativos às obras, além de objetos e jogos tridimensionais baseados nas obras originais selecionadas, são utilizados nas ações inclusivas do PEPE.

13 de out de 2008

"Podem me tirar a felicidade de ver um arco-íris
Podem diminuir minha agilidade no correr de encontro ao mar
Podem me privar da emoção de ouvir uma melodia
Podem me impedir de gritar no auge da adrenalina
Mas nunca vão me tirar o prazer de sentir o mais puro sentimento
Nem a alegria de viver a cada dia a conquista da superação"
Thais Coelho

8 de out de 2008

Siga esta idéia!

O que é Diálogo no Escuro?
Grupos de oito pessoas entram juntas na mostra. Em um ambiente de penumbra, cada qual recebe de um recepcionista com baixa-visão, uma bengala-guia e instruções sobre como comportar-se e o que esperar da exposição.
Entra-se na escuridão. Um deficiente visual é o guia, a pessoa chave para a sua orientação e mobilidade no escuro.
Ocorre uma inversão de papéis: os deficientes visuais, acostumadas a orientar-se e a mover-se sem a visão, não são deficientes em um local sem luz. Neste ambiente, convertem-se em líderes, que garantem orientação e mobilidade e nos conduzem com destreza por um mundo invisível.
Através de odores, temperaturas, sons e texturas, criam-se cenários que podem ser um parque, um passeio de barco, um mercado, uma cidade, uma sala de sons ou um bar. O público se defronta com situações cotidianas, mas, por estar momentaneamente privados da visão, esta vivência se transforma em uma experiência significativa e inesquecível. Completa-se assim, uma mudança de perspectiva, que permite a integração plena de elementos não visuais na construção do mundo. O escuro é metáfora para tudo aquilo que tememos e não conhecemos.
No Diálogo no Escuro, o visitante é encorajado a não encarar o desconhecido como ameaçador. A exposição é um lugar de aprendizagem social, no qual se dá, de maneira natural, um fortalecimento da capacidade de entendimento e do diálogo com o outro. A exposição desperta em cada um o respeito e a valorização pela pessoa com deficiência, ajudando a eliminar preconceitos e barreiras de comunicação e convivência.
http://www.museudodialogo.com.br/

Deficiente segundo Mario Quintana

"Deficiente” é aquele que não consegue modificar sua vida,
aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter
consciência de que é dono do seu destino.
“Louco” é quem não procura ser
feliz com o que possui.
“Cego” é aquele que não vê seu próximo morrer de
frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas
dores.
“Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo,
ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer
garantir seus tostões no fim do mês.
“Mudo” é aquele que não consegue falar
o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
“Paralítico” é
quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
“Diabético” é quem não consegue ser doce.
“Anão” é quem não sabe deixar
o amor crescer.. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
“Miseráveis” são todos que não conseguem falar com Deus.
“A amizade é um
amor que nunca morre.”

Mario Quintana
(escritor gaúcho 30/07/1906 - 05/05/1994)