30 de jan de 2009

Vez da Voz - Interagindo com as Diferenças

Desde 2004, a ONG Vez da Voz promove a interação entre pessoas com e sem deficiência. Para isso, atua em diversas frentes com a produção de materiais didáticos em braile e datilologia (alfabeto escrito para surdos); eventos inclusivos em shoppings e feiras; palestras em escolas e universidades e treinamentos em empresas. Também tem como meta mostrar à sociedade como é possível integrar todas as formas de comunicação, independente das diferenças.

Por suas ações, a Vez da Voz já conquistou o selo de apoio institucional da Unesco, órgão da ONU para Educação e Ciência, e firmou parcerias com grandes empresas comprometidas com a responsabilidade social. Constantemente, a ONG faz pesquisas com pessoas com deficiência visual, auditiva, física e intelectual, com o objetivo de descobrir suas reais necessidades.

Foi a partir desta interação que os membros da Vez da Voz desenvolveram mais um produto inclusivo: o Telelibras, o primeiro telejornal inclusivo da internet brasileira, que transmite, em português e na língua brasileira de sinais (Libras), notícias variadas do Brasil e no mundo. O telejornal bilíngüe é voltado às pessoas com deficiência auditiva e aos interessados em aprender a libras. A Vez da Voz criou este projeto porque os surdos relataram suas dificuldades de compreensão das notícias jornalísticas veiculadas nos meios de comunicação. Ler um jornal ou uma revista, por exemplo, é extremamente difícil para surdos que se comunicam apenas por libras. A língua de sinais é própria e apresenta uma gramática completamente diferente do português.

Para os surdos que usam sinais, a frase em Português “vou para a casa dele” se transforma em “vou ele casa”. Esse é apenas um pequeno exemplo da barreira que eles têm de transpor ao tentar ler e entender o português. Para acompanhar os noticiários da televisão há possibilidade, em alguns televisores, de ativação de uma tecla que permite o acesso ao closed caption, sistema de transmissão de legendas via sinal de televisão. Ele descreve as falas dos apresentadores e também qualquer outro som presente na cena, como palmas, passos, trovões. Porém, muitas vezes, a captura do áudio não é a correta para o som da língua e ocorre uma distorção da mensagem f alada, resultando na escrita de uma palavra errada na tela da TV.

Outra alternativa utilizada pelas emissoras de TV para a comunicação com o surdo, principalmente os que não entendem o português, é a janela de libras. Seu formato corresponde a um espaço delimitado no vídeo onde as informações são interpretadas na língua brasileira de sinais. Porém, nem todos os programas televisivos contam com este recurso e quando o disponibilizam não o fazem em um formato adequado.

Para se entender a libras é necessária a visualização dos gestos das mãos e da expressão facial, mas, normalmente, a veiculação da imagem é feita em pequenas janelas no canto da tela. O problema referente ao acesso às informações jornalísticas pelos surdos existe. Algumas providências já foram tomadas, mas muitas ainda precisam ser desenvolvidas.

É por isso, depois de conhecer essas dificuldades, ouvir uma surda que não entende o que acontece em um telejornal, e avaliar a situação da mídia, a ONG Vez da Voz criou o Telelibras, o primeiro telejornal inclusivo da Internet brasileira, que tem o objetivo de informar à comunidade surda e ouvinte sobre as notícias do Brasil e do mundo. Conheça a seguir o Telelibras e seu público-alvo.

28 de jan de 2009

Perda de memória recente - O que é?

A perda de memória pode estar associada a determinadas doenças neurológicas, a distúrbios psicológicos, a problemas metabólicos e também a certas intoxicações. A forma mais freqüente de perda de memória é conhecida popularmente como "esclerose" ou demência. A demência mais comum é a doença de Alzheimer que se caracteriza por acentuada perda de memória acompanhada de graves manifestações psicológicas como por exemplo a alienação.

Estados psicológicos alterados como o estresse, a ansiedade e a depressão podem também alterar a memória.

A falta de vitamina B1 (tiamina) e o alcoolismo levam a perda da memória para fatos recentes e com freqüência estão associados a problemas de marcha e de confusão mental.

Doenças da tireóide, como o hipotireoidismo, se acompanham de comprometimento da memória.

O uso de medicação tranqüilizante ("calmantes") por tempo prolongado provoca a diminuição da memória e favorece também a depressão, o que leva a uma situação que pode se confundir com a demência.

A vida sedentária com excesso de preocupações e insatisfações, bem como uma dieta deficiente, favorece a perda de memória.
Contrariamente ao esquecimento comum ocorrido normalmente no dia-a-dia de nossas vidas, existem algumas doenças e injúrias no cérebro que causam séria perda de memória e também interferem com a capacidade de aprender. A esta inabilidade dá-se o nome de Amnésia.

Fatores que podem causar perda total ou parcial da memória:
Concussão

Alcoolismo crônico

Drogas e Medicamentos

Tumor cerebral

Encefalite

27 de jan de 2009

Evento patrocinado pela Vivo inclui pessoas com deficiência

O Bike Tour é um passeio ciclístico realizado anualmente em Portugal e na Espanha, que já contou com a participação de 40 mil pessoas. Aqui no Brasil, o evento aconteceu na capital paulista, no dia 25 de janeiro, e fez parte das comemorações dos 455 anos de São Paulo. Cerca de 5 mil pessoas fizeram o passeio, que foi patrocinado pela Vivo.

Segundo a coordenadora de projetos do Instituto Vivo, Bianca Dreyer, esta é a primeira vez que o Bike Tour é realizado no Brasil. "Seu objetivo é divulgar o conceito básico de pedalar por uma boa causa a de obter vida saudável e colaborar para um meio-ambiente melhor", diz a Bianca, ressaltando que todos os eventos patrocinados pela operadora busca desenvolver ações de inclusão social. "Iniciativas como essa fazem com que a pessoa com deficiencia sinta-se cada vez menos excluída."
O Bike Tour inclusivo como foi denominado pela Vivo contou com a participação de 12 pessoas com deficiência - 5 deficientes visuais, do Balé de Cegos Fernanda Bianchini, e os demais são funcionários com deficiência da própria operadora.
"Incrível essa nova "velha" experiência. Estar sentindo o vento no rosto novamente", diz o assistente administrativo, que trabalha na Vivo, Vagner do Nascimento, de 36 anos, paraplégico por ferimento com arma de fogo. "Foi a experiência mais fantástica, porque andei de bicicleta com todo mundo e como todo mundo pode."
Outro participante do Bike Tour Glauber Marcos Oliveira Santos, 27 anos, que também é paraplégico conta que sempre gostou de andar de bicicleta e que sentia muita falta de pedalar depois da lesão . "Adorei a experiência e com certeza foi um dos dias mais feliz da minha vida. Quando fiquei paraplégico não imaginava que ainda pudesse andar de bicicleta e esse evento me proporcionou essa realização. O que para muitos é um simples passeio para mim é também uma enorme conquista." Os participantes realizaram o percurso de 10km por meio de bicicletas adaptadas. Partiram da Ponte Espraiada, em direção a Universidade de São Paulo - USP.

25 de jan de 2009

Marcelo Rubens Paiva lança novo livro em São Paulo

Marcelo Rubens Paiva é fascinado, ao grau da morbidez, por uma cena comum em todas as separações. É aquele momento no qual um dos amantes diz para o outro: 'Precisamos conversar'. Para ele, "o mundo será outro a partir daquele segundo. E, atordoados, teremos de quebrar pactos. É um sofrimento opcional. Decide-se romper, acabar com o amor. É preciso coragem para acabar." A descrição desse sentimento é um trecho de A Segunda Vez Que Te Conheci, livro que o escritor lançou em São Paulo, para contar a história do casal Raul e Ariela.
Além de lidar com o rompimento da relação, o jornalista Raul enfrenta um outro trauma: ser demitido de uma revista conceituada. O jeito foi se virar com o que o mar trouxe à praia: agenciamento de prostitutas, função desempenhada com afinco e sucesso a partir de um flat no bairro dos Jardins. Esse é o enredo da obra, que trata das relações contemporâneas, em especial as que envolvem o sexo pago. "A prostituição parecia extinta com a revolução sexual, mas ela renasceu na sociedade que quer rapidez, papéis claros e, sobretudo, privacidade", diz Paiva. "O sujeito se envolve com uma garota de programa quando quer ainda aquela mulher submissa, obediente, descartável, sem conflitos", completa. Ele chegou a essa conclusões após uma pesquisa de campo em esquinas, boates e sites sobre o universo das prostitutas. "Freqüentei pontos de programa bizarros, não tenho preconceitos. Converso, fico amigo. Talvez eu também seja parte desse mundo de gente esquisita e discriminada."

Na avaliação de Paiva, "todos querem estar casados, felizes, querem agregar, mas no mundo cheio de tentações rola a desagregação". E seu Raul também passa por esse dilema. Ele volta a sair com a ex-mulher, mas sem abandonar a rotina de cafetão. "Acredito em segunda chance para tudo: é o ponto de partida do que escrevo", defende o autor. Ele próprio representa um exemplo de reconstrução humana. "Eu me reconstruí, aos 20 anos, como deficiente. E quero dizer para as pessoas que existe uma segunda chance. E, às vezes, é preciso deixar de ser algo para ser uma outra coisa", declara.

Marcelo Rubens Paiva nasceu em 1959, em São Paulo. Escritor, dramaturgo e jornalista, estudou na Escola de Comunicações e Artes da USP, freqüentou o mestrado de Teoria Literária da Unicamp e o King Fellow Program da Universidade de Stanford, na Califórnia. Publicou cinco romances: Feliz ano velho (1982, Prêmio Jabuti), Blecaute (1986), Uabrari (1990), Bala na agulha (1992) e Não és tu, Brasil (1996). Publicou também o livro de crônicas As Fêmeas (1994). Foi traduzido para o inglês, espanhol, francês, italiano, alemão e tcheco. Como dramaturgo, escreveu: 525 linhas (1989); O predador entra na sala (1997); Da boca pra fora – e aí, comeu? (1999, Prêmo Shell); Mais-que-imperfeito (2000); Closet Show (2001); e No retrovisor (2002).

21 de jan de 2009

Livre Acesso - Programa da acessibilidade do Centro Cultural São Paulo

O Centro Cultural São Paulo tem, ao longo dos últimos meses, se reestruturado para facilitar o acesso e possibilitar maior inclusão de pessoas com deficiência a todos os seus espaços, à programação e aos acervos. A proposta do Centro Cultural São Paulo para acessibilidade é o programa Livre Acesso, orientado por sua própria missão, que é a de promover o livre acesso aos livros, aos espetáculos, aos shows, às exposições, ao lazer, promovendo assim a integração das linguagens artísticas, das práticas culturais e do conhecimento. Para tanto, Livre Acesso não só investe na infra-estrutura como também tem um propósito poético, de ampliação e potencialização da sensibilidade, da percepção e do conhecimento.

O início dessa reestruturação deu-se com a mudança da Biblioteca Louis Braille para a Praça das Bibliotecas, o que permitiu, sem rodeios, que a cegueira conviva, lado a lado, com outras coleções que, juntas, fazem do Centro Cultural a segunda maior biblioteca de São Paulo. Essa e outras reconfigurações nos espaços do CCSP permitem que os deficientes interajam não só com os demais usuários como com outras atividades que são promovidas em seus vários espaços culturais. O prédio foi adaptado, várias melhorias foram realizadas, inclusive a instalação de piso tátil. Recebemos apoio de várias entidades, entre elas a Fundação Dorina Nowill e Laramara - Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, mas foi com a consolidação da parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida e Instituto Vivo que Livre Acesso ampliou o seu escopo: novos equipamentos que promovem a inclusão do deficiente foram adquiridos, como uma cabine de tradução para que deficientes visuais possam assistir a peças de teatro, espetáculos de dança e cinema, um vídeo ampliador, audiolivros e os softwares Magic e Openbook, aumentando, assim, a oferta de serviços, sempre com o propósito de ampliar nossa missão de interface sociocultural.

Martin Grossmann
Diretor do CCSP

14 de jan de 2009

Tribo de Jah

A história da banda Tribo de Jah inicio-se na Escola de Cegos do Maranhão onde se conheceram os quatro músicos cegos e um quinto músico com visão parcial (apenas em um olho), lugar em que viviam em regime de internato, começaram a desenvolver o gosto pela música improvisando instrumentos e descobrindo timbres e acordes. Posteriormente passaram a realizar shows nos bailes populares da capital (São Luiz) e outras cidades do interior do estado fazendo covers de seresta, reggae e lambada. Foi neste momento que surgiu o radialista Fauzi Beydoun, nascido em São Paulo, filho de italianos com libaneses, que já havia morado quatro anos na Costa do Marfim (África), grande aficionado pela cultura reggae a qual era efervescente em São Luis nos anos 80, e que se tornou um fenômeno quase inexplicável nas terras brasileiras do Maranhão, invadindo inicialmente os guetos para depois tomar toda cidade, o interior do estado e até os estados vizinhos.

O reggae viria marcar profundamente a já tão forte e original cultura maranhense, contestado por uma minoria de intelectuais conservadores e abraçado pela grande massa, que através desse estilo musical originaria o título de "JAMAICA BRASILEIRA" à capital do Maranhão. Centenas de clubes de reggae com suas "radiolas" (potentes equipamentos de som que se encarregavam de divulgar o ritmo quando ainda não era tocado nas rádios) e depois diversos programas de rádios que finalmente viriam aderir o mesmo em busca de audiência justificariam largamente o título conquistado.

Foi neste cenário que a Tribo de Jah deu a partida para difundir o seu reggae roots até os ossos, com suas mensagens de amor e paz, políticas sociais e divinas, as quais afastaram das grandes gravadoras, as rádios não tocavam, a TV tão pouco informava e os jornais faziam vistas grossas. De forma independente a Tribo de Jah foi fazendo shows e divulgando seus discos, hoje conta com uma gravadora e uma distribuição a nível nacional.

Passados dez anos de trabalho com direito a uma escala no principal palco do reggae mundial (REGGAE SUNSPLASH FESTIVAL - JAMAICA 95), após ter se apresentado nos quatro cantos do país (de Belém a Porto Alegre, passando pelo Canecão e Metropolitam - Rio, Palace e Olimpia - São Paulo) e alguns pontos internacionais (Buenos Aires - Argentina, Caiena - Guiana Francesa, além de shows na Europa em paises como a França e Itália) denotam o momento muito especial no caminho que a Tribo de Jah vem trilhando para um inevitável reconhecimento de seu trabalho tanto no Brasil como no exterior.