27 de fev de 2009

Pais cobram preparo de profissionais, estrutura física adequada, materiais e apoio de escola especial para permitir a inclusão em escola regular

O início do ano letivo nas escolas da rede municipal de São Paulo deve contar com um número maior de crianças deficientes nas salas de aula, graças a ações de incentivo do governo em prol da inclusão. Contudo, pais de crianças deficientes vivem o dilema da falta de preparo dos profissionais, de materiais, de equipamentos e de estrutura física das escolas regulares e temem, sobretudo, o abandono e a regressão no desenvolvimento pela falta de compromisso com as necessidades individuais de cada criança.

No plano municipal, a atual política de inclusão educacional da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo determina que toda criança com deficiência deva se cadastrar junto ao CEFAI - Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão, sob pena de as instituições de educação especial, conveniadas com a secretaria, e que atendem suas necessidades pedagógicas e terapêuticas específicas, deixar de receber o repasse de verba da prefeitura.

Na avaliação dos pais, mais crianças deficientes na escola regular não é garantia da inclusão educacional e social. Falta de estrutura física e de salas adaptadas, despreparo do professor, currículo não adequado às condições da criança, ausência de cuidador, de materiais pedagógicos adequados e de monitoramento são algumas das carências que a escola regular enfrenta para educar a criança deficiente e que têm assombrado os pais desde que o cadastro lhes foi imposto, a partir de 2007.

Na prática, a inscrição de cada criança deficiente deve ser acompanhada de um laudo de saúde apenas. Sem considerar as necessidades individuais de cada criança e o que deve ser providenciado para a escola regular se comunicar com ela, a proposta de inclusão corre o risco de ser uma armadilha, avalia a diretora da ADefAV-CRIFES e também consultora do Programa Hilton Perkins para a América Latina, Maria Aparecida Cormedi. "Cada criança tem uma necessidade especial que requer atendimento personalizado, e o laudo educacional feito pela educação especial poderia contribuir neste processo", defende Cormedi. Este tipo de situação decorre, ao ver da família, do caráter genérico da lei de inclusão, que não leva em consideração os tipos de deficiência. "Uma criança cega e com deficiência múltipla não tem as mesmas necessidades de um deficiente físico.

26 de fev de 2009

MPF quer transcrição para deficientes sensoriais

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão ajuizou Ação Civil Pública, com pedido liminar, contra a União, para garantir para os portadores de deficiência sensorial o acesso ao recurso de áudio-descrição nos seus aparelhos de televisão. Tal medida foi necessária porque o Ministério das Comunicações vem prorrogando excessivamente o prazo para que as emissoras de televisão deem início às transmissões com o uso desse recurso.

Conforme a Norma Complementar 01/2006, aprovada pela Portaria 310/2006 — ambas do Ministério das Comunicações, ficou estabelecido que os recursos de acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência, a serem implantados pelos transmissores de serviço de radiodifusão de sons e imagens e retransmissores de televisão deveriam estar disponíveis num prazo de dois anos a contar da data da publicação da norma.

Os recursos previstos são de áudio-descrição, legenda oculta (closed caption) e janela de libras. Desde então, reiteradamente o Ministério vem editando portarias prorrogando este prazo. Como a regra não tem sido cumprida, segundo o que afirma o Ministério Público, a procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Luciana Loureiro Oliveira, pede, na ação, a determinação de um prazo razoável e impostergável para início do oferecimento do serviço à população.

“Em resumo, o direito dos deficientes visuais de terem acesso a programas de televisão está posto, cabendo, pois, ao Judiciário, garantir a sua concretização, a fim de impedir que os dispositivos constitucionais e legais se tornem letra morta”, conclui.

Acessibilidade
A áudio-descrição é um recurso de acessibilidade que consiste na descrição clara e objetiva das informações compreendidas visualmente, mas que não conste dos diálogos estabelecidos. Este recurso permite que qualquer usuário, mesmo aquele que não pode ver, receba a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando apreciar integralmente a obra, seguir a trama e captar a subjetividade da narrativa.

Esse tipo de recurso é transmitido no segundo canal de áudio. É acionado nos aparelhos de televisão pela tecla SAP (Programa Secundário de Áudio). Dessa forma, o próprio usuário faz a opção pessoal pelo uso do sistema.

20 de fev de 2009

Bloco inclusivo desfila no carnaval de Salvador

A organização Vida Brasil, associada da ABONG, apoia a organização de um bloco inclusivo no carnaval de Salvador, na Bahia.
Êpa! ECA… é Carnaval. É com esse “tema-alerta” que o Buscapé desfila no Carnaval 2009, no dia 21 de fevereiro (sábado). São esperadas para participar do cortejo cerca de 600 pessoas, entre crianças, adolescentes, jovens e adultos.

Em sua 12ª edição, o Desfile tem como objetivo aproveitar a folia carnavalesca para provocar reflexões sobre temáticas como cidadania, acessibilidade, diversidade e garantia de direitos. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) será o tema desta edição e aparecerá retratado nas alegorias, faixas e no fanzine que foi produzido pelos meninos e meninas durante oficina de comunicação e será distribuído durante o desfile.

A banda é composta por 30 adolescentes e jovens com e sem deficiência que mostram nas ruas do Centro Histórico o que vivenciaram ao longo do ano durante as oficinas de percussão, flauta e fabricação de instrumentos musicais. Outra atração do desfile é o Carro da Solidariedade – uma alternativa para os cadeirantes poderem participar da festa com segurança -, que segue pelas ruas do Centro Histórico espalhando alegria e pedindo um Carnaval mais justo, diverso e acessível para todos e todas.

19 de fev de 2009

Prefeitura entrega à cidade os primeiros táxis acessíveis

Os primeiros 20 táxis acessíveis destinados ao atendimento exclusivo de passageiros deficientes ou com mobilidade reduzida passarão a operar a partir de fevereiro/2009 na capital. Em evento com a presença do prefeito da cidade de São Paulo, dos secretários municipais de Transportes e da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida foram apresentados os veículos.

Os táxis são todos Fiat modelo “Dobló” adaptados conforme normas técnicas estabelecidas pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito). Além de equipamentos próprios para acomodar o deficiente, eles também contam com rádio transmissor, ar condicionado, música ambiente e sistema de rastreamento, itens que permitem mais agilidade no atendimento, e mais conforto e segurança para os passageiros.

Para maior comodidade dos usuários, todos os táxis acessíveis são rádio-táxis, e podem ser chamados pelo telefone do respectivo Centro de Operações de cada empresa. Eles ficarão distribuídos em pontos estratégicos da cidade de modo a chegar rapidamente a qualquer destino.
A listagem com os número de telefone pode ser consultada pelo Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) do Departamento de Transportes Públicos (DTP) 2692-3302, 2291-5416, 2692-4094, ou pela internet, no site da Secretaria Municipal de Transportes.

O custo do carro mais a adaptação são de, aproximadamente, R$ 90 mil, totalmente bancado pelo taxista. As especificações técnicas para a modificação dos veículos estão discriminadas no “Manual dos Requisitos Básicos para Táxi Acessível” que foi elaborado pela Área de Desenvolvimento Tecnológico da SPTrans. Os interessados poderão ter acesso a esse manual pelo
site da SMT. As tarifas cobradas pelos táxis acessíveis têm o mesmo valor das dos demais táxis (bandeirada R$ 3,50, quilômetro rodado R$ 2,10 e hora parada R$ 28,00) acrescido da taxa de R$ 3,50 por ser rádio-táxi.

Essa é mais uma iniciativa da política da Prefeitura que busca integrar o deficiente em todos os aspectos da sociedade. Para tanto, a Secretaria Municipal de Transportes tem colaborado em diversos aspectos. Nos últimos quatro anos, a frota de ônibus acessíveis da cidade cresceu de 302 para 3.166 veículos, a maior do país. O serviço Atende, que transporta os usuários deficientes com alto grau de severidade e dependência, conta atualmente com 327 vans, que servem a 3.622 passageiros especiais e mais de dois mil acompanhantes. Também existe o Bilhete Único que garante a gratuidade para os deficientes nos ônibus da rede municipal. Até o final de 2008, a SPTrans já havia emitido 257 mil Bilhetes Especiais. É assim que a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Transportes estão integrando todos os paulistanos.

16 de fev de 2009

Atleta com síndrome de down, conquista o 10º posto na Regional Metropolitana de Equitação Fundamental

Claudio Aleoni Arruda, atleta com síndrome de Down, conquista o 10º posto na Regional Metropolitana de Equitação Fundamental. Apaixonado por cavalos, aprendeu a cavalgar com o pai aos 5 anos de idade. De lá para cá nunca mais parou. Ainda criança ganhou uma égua de presente, a Borboleta, sua "professora", com a qual ele superou metas, medos e desafios. Depois ganhou outra égua, uma manga-larga marchadorHamamélis. Com essa, Cláudio desenvolveu habilidades inusitadas e inesperadas.

Aos 15 anos, ele entrou para a Escola de Equitação da Sociedade Hípica Paulista, iniciando uma nova etapa e disciplina, pois enfrentaria novos desafios. Aprender a montar e a saltar. Foram meses de muito trabalho e garra, para Cláudio adquirir postura, equilíbrio, e domínio, haja vista que cavalgar e tocar gado são etapas muito diferentes de montar e saltar.

Com muita dedicação e vontade de vencer, todo seu esforço valeu a pena. Primeiro foram as provas de salto, iniciando pelo plano, depois as de 20 cm , e em seguida as de 40 cm. Nessa última, Cláudio foi campeão do ranking interno, na categoria sênior, em 2004. A partir daí começou uma nova etapa: a saltar os 60 cm. Nessa prova, ele obteve várias colocações e premiações. Hoje, aos 23 anos, ele é campeão no hipismo.

Muito atencioso e bem humorado, o jovem faz amizades com facilidade e concorre de igual para igual com seus companheiros. "Neste momento, posso afirmar que ele é incluído na Escola de Equitação sem diferenças ou privilégios", conta a mãe Lisabeth Aleoni Arruda.

O preconceito Cláudio tira de letra. "Ele aprendeu a demonstrar que pode SER, mesmo sendo Down, e é muito respeitado, pois se faz respeitar. Sou mãe da geração estimulação precoce e de muitas batalhas para chegar aonde chegamos. Sinto-me honrada por poder mostrar para sociedade que basta acreditar, praticando a inclusão e dando oportunidades para que ela possa de fato acontecer."

Claudio e sua mãe têm mais motivos para comemoração. É que o jovem cavaleiro completou dois anos de trabalho, em outubro de 2008. Contratado com registro na carteira de trabalho pelo restaurante Applebee's, na unidade do Shopping Morumbi, em São Paulo, trabalha na função de assistente de serviços gerais. Ele mantém uma rotina semelhante aos milhões de trabalhadores brasileiros: acorda cedo para ir ao trabalho e só volta para casa no final do dia. "Eu ralo muito, todo dia, ajudo todas as pessoas da equipe."

O envolvimento de Cláudio com o hipismo está além da pratica esportiva. "Meu plano é trabalhar com a equoterapia e ajudar crianças com deficiência", diz o atleta. O evento acontece anualmente e além de participar das provas, juntamente com outros atletas com deficiência, Cláudio sempre é convidado para trabalhar como staff - dando apoio às pessoas com necessidades especiais, levando cadeira de rodas, cavalos e acessórios para montaria.

Claudio está saltando 0.80m no ranking da Hípica Paulista e nas provas da Fundamental da FPH. Em 2009, a expectativa é se aperfeiçoar cada vez mais. "Ele ficará na série preliminar para tornar-se mais seguro e firme", diz a mãe.

12 de fev de 2009

Cadeira de rodas anfíbia leva portadores de deficiência ao mar do Leblon

A caminho do mar do Leblon, no Posto 11, a esteira de bambu instalada em abril de 2008 pela Prefeitura do Rio tem agora novos “aliados” na busca pela inclusão de portadores de deficiência no lazer preferido dos cariocas. São cadeiras de rodas anfíbias e pranchas de surfe adaptadas levadas aos domingos para aquele pedaço da praia pelas ONGs Adaptsurf e Espaço Novo Ser. “É uma forma de todos terem acesso ao lazer na praia”, conta Nena Gonzalez, uma das coordenadoras do projeto “Praia acessível” e presidente da ONG Espaço Novo Ser.

A idéia do projeto é fazer com que a areia fofa e as ondas deixem de ser barreiras para os portadores de deficiência que querem curtir um dia de sol à beira-mar. A iniciativa foi conferida e aprovada pelo blog "Mão na roda", publicado no site do "Globo" na internet.

O projeto – que conta com estagiários e voluntários de educação física e fisioterapia - seguirá no Leblon durante todo o verão. O objetivo é atrair pessoas com dificuldades de locomoção – incluindo idosos – que passam por uma avaliação e são cadastradas.
“A nossa idéia é levar o projeto para outras praias, como Barra e Copacabana”, conta Nena.

11 de fev de 2009

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre (RS) passa a emitir conta de água em Braille para atender moradores com deficiência

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) entregou no dia 28/01/09, a primeira conta de água em braille, confeccionada especialmente para usuário deficiente visual. O ato ocorreu durante o evento de obliteração do selo Louis Braille, realizado na sede da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

Espontaneamente, o Dmae passou a emitir as contas neste mês em conformidade com a Lei Estadual Nº 12.498/06, a qual assegura às pessoas com deficiência visual o direito de receber os boletos de suas contas de água, energia elétrica e telefonia confeccionados em braille. No caso do Dmae, quem tiver interessado basta fazer o cadastro em um dos postos de atendimento solicitando o serviço.

O evento contou com a participação de autoridades municipais, estaduais e federais. Representando o Dmae, a chefe do Setor de Entrega de Contas, Melissa Vieira da Silva, destacou a política de gestão do departamento. "Estamos focados no atendimento ao cliente, por isso realizamos reformas em todos os nossos postos de atendimento com objetivo de padronizá-los, torná-los acessíveis às pessoas com deficiência e oferecer um atendimento qualificado" enfatiza Melissa.

O usuário com deficiência visual que se cadastrar em um dos cinco postos comerciais do Dmae vai receber, sem custo extra, no local solicitado, dois documentos ao mesmo tempo: o demonstrativo tradicional, impresso em tinta, com código de barras para pagamento em bancos e lotéricas, e a conta em braille.

O braille é um sistema de leitura e escrita tátil que consta de seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas de três pontos. Os seis pontos formam a chamada "cela braille". A diferente disposição desses seis pontos permite a formação de 63 combinações ou símbolos, que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais algébricos e notas musicais. O sistema foi inventado pelo francês Louis Braille e adotado em 1852 na Europa e na América.

8 de fev de 2009

Vistoria em Congonhas

O Aeroporto Internacional de Congonhas (São Paulo-SP) recebeu uma equipe de arquitetos e técnicos da Prefeitura de São Paulo. Os profissionais inspecionaram as instalações físicas do aeroporto quanto às condições de acessibilidade em espaços e equipamentos urbanos, instalação e adaptação de edificações.

A vistoria passou por áreas de passeio público, sanitários, balcões de atendimento e estacionamentos, além das condições de circulação: horizontal e vertical (elevadores e rampas que levam aos outros andares).

A arquiteta Janaina Alves Botelho, integrante da equipe de inspeção e fiscalização, afirmou que não é possível ainda obter resultados preliminares da visita. Ela afirmou, porém, que ficou clara a preocupação com as condições de acessibilidade das pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida na reforma do aeroporto.

Hoje, Congonhas oferece telefones para pessoas com deficiência auditiva, ambulifit (veículo adaptado ao transporte de portadores de necessidades especiais), ônibus com rebaixamento, bebedouros e telefones públicos rebaixados para uso de crianças e ou pessoas com limitação de estatura, e os elevadores possuem os botões em braille.

Além disso, o aeroporto possui cinco cadeiras de rodas para atender emergências e passageiros que tenham necessidades especiais. Duas no posto de primeiros socorros e as demais em locais estratégicos. Há também rampa de acesso ao subsolo no desembarque, balcão de atendimento acessível, sanitários adaptados e 24 vagas exclusivas para pessoas com deficiência no edifício garagem.

6 de fev de 2009

Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência oficializa parcerias com o objetivo de informar a população em geral e diminuir as barreiras para as

No dia 26/02/09, tomou posse a Comissão Técnica sobre Revitalização da Reabilitação Profissional, da qual fazem parte representantes do Ministério da Previdência Social, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Secretaria da Saúde, Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Secretaria do Emprego e das Relações de Trabalho e da Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais (Avape).

Com trabalhos voltados a aposentados e beneficiários do INSS, a Comissão Técnica tem como objetivo reforçar as políticas de trabalho, renda e empreendedorismo e previdência social no estado de São Paulo, buscando agilizar os mecanismos de orientação profissional, qualificação e inserção no mercado de trabalho.

Caberá às Secretarias dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Emprego e Relações do Trabalho articular Postos de Atendimento ao Trabalhador, bem como agir junto à Gerência Executiva do INSS e suas Agências de Previdência Social para que os objetivos do Acordo sejam atingidos.

No dia 27, a Secretaria recebeu representantes Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para a assinatura do Convênio que tem como objetivo a divulgação das normas de acessibilidade e outras de interesse das pessoas com deficiências. Assinaram o termo a Secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, o Presidente do Conselho Deliberativo da ABNT, Pedro Buzatto Costa, e o Diretor Geral da Associação, Ricardo Rodrigues Fragoso. O Convênio visa a disponibilização das Normas Técnicas de Acessibilidade no site desta Secretaria para o público interessado. "O acesso a essas normas é uma grande conquista da sociedade", segundo a secretária Linamara.

Durante a reunião para a assinatura do convênio a Secretária e membros da ABNT se mostraram dispostos a desenvolver mais trabalhos em conjunto. "Podemos conversar sobre novos projetos que estimulem a promoção da acessibilidade em edifícios e também que garantam a qualidade de produtos voltados a pessoas com deficiência", declarou.

O convênio foi celebrado tendo em vista a necessidade da divulgação das normas de acessibilidade por parte do público em geral, a fim de serem desenvolvidos projetos com o objetivo de aperfeiçoar as condições de acessibilidade e sua implementação, além de buscar a melhoria na qualidade de vida das pessoas com deficiência.

3 de fev de 2009

Escape Rescue System - Israel

O Rescue System é um conjunto de cinco câmaras, permanentemente armazenadas no telhado de uma edificação, de forma dobrada.

Após a implantação, as câmaras são baixadas para o chão. Em seguida, se desdobram, permitindo acesso de emergência a bordo. Ele viaja para cima até que pare próximo a cinco pisos elevados simultaneamente, permitindo que até 150 ocupantes entrem através das janelas.

O sistema repete este ciclo, evacuando inquilinos, conforme necessário.

Esse mecanismo permite a evacuação do edifício de forma rápida e segura, principalmente para pessoas com deficiência física e idosos.

2 de fev de 2009

Cão-Guia

O número de deficiente visuais no Brasil está estimado em 150 mil pessoas, sendo que existem aproximadamente 50 cães-guia no país, um número extremamente baixo comparado com outros países. Atualmente existem no Brasil poucos centros de treinamento ou instrutores autônomos para cães-guia.

O cão-guia possui algumas vantagens, ou seja, ele proporciona mais segurança, independência e liberdade. Garante maior velocidade e desenvoltura na locomoção do deficiente visual, e principalmente auxilia a desviar obstáculos aéreos, como galhos de árvores e telefones públicos, que ficam difíceis de ser detectados pela bengala.

No Brasil o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou em 2005 um decreto regulamentando a Lei do Cão-Guia, em que os portadores de deficiência visual vão poder freqüentar locais públicos acompanhados de cães-guias - somente será vetada a entrada dos animais em centro de terapia intensiva e salas de cirurgias. Este decreto deve garantir aos deficientes visuais o direito de ir e vir sem qualquer tipo de constrangimento.

Para adquirir um cão-guia o deficiente visual tem que procurar os centros de treinamento ou os instrutores autônomos.

Os cães-guia auxiliam pessoas deficientes visuais a viajar pelo mundo. Na maioria dos países, sua presença é aceita em qualquer lugar público, e eles podem ajudar seus utilizadores a ir a qualquer lugar. Para isso, um cão-guia deve saber:
  • se manter em uma rota direta, ignorando distrações como cheiros, outros animais e pessoas;
  • manter um passo firme, à esquerda e um pouco à frente do seu acompanhante;
  • parar em todos os meio-fios até receber ordem para prosseguir;
  • virar à esquerda e à direita, mover-se para frente quando ordenado;
  • reconhecer e evitar obstáculos ao acompanhante (passagens estreitas e batentes baixos);
  • parar no pé e no topo de escadas até receber ordem para prosseguir;
  • levar o acompanhante aos botões de elevadores;
  • deitar em silêncio quando o acompanhante estiver sentado;
  • ajudar o acompanhante a subir e movimentar-se em ônibus, metrô e outras formas de transporte público;
  • obedecer a vários comandos verbais

Além disso, um cão-guia deve saber desobedecer qualquer comando que coloque o acompanhante em perigo. Esta habilidade chama-se desobediência seletiva, e talvez seja o aspecto mais interessante sobre os cães-guia, que podem equilibrar obediência com sua própria avaliação da situação.

Esta capacidade é extremamente importante em faixa de pedestres, onde o acompanhante e o cão devem trabalhar muito próximos para conduzir a situação seguramente. Quando alcançam o meio-fio, o cão pára, sinalizando ao acompanhante que ele chegou à faixa de pedestres. Os cães não podem distinguir as cores do semáforo, portanto o acompanhante deve tomar a decisão de quando é seguro atravessar a rua. O acompanhante escuta o fluxo de trânsito para deduzir quando o sinal mudou e dá o comando para "seguir". Se não há perigo, o cão atravessa a rua em uma linha reta. Se há carros se aproximando, o cão espera até o perigo passar e depois segue o comando para prosseguir.

Em uma equipe de cão-guia e acompanhante, o cão-guia não conduz o acompanhante, o acompanhante não controla completamente o cão. Os dois trabalham juntos para ir a qualquer lugar. O cão-guia não conhece onde é o destino, portanto, deve seguir as instruções do acompanhante sobre as distâncias e quando virar. O acompanhante não pode ver os obstáculos no caminho, portanto, o cão-guia deve tomar suas próprias decisões sobre como realizar o percurso da equipe. Cada membro da equipe depende do outro para realizar com sucesso as tarefas.

Conforme um cão-guia se torna mais experiente com seu acompanhante, ele pode ser capaz de ter mais responsabilidade. Por exemplo, muitos cães-guia veteranos conhecem todos os destinos habituais de seu dono. Tudo que o acompanhante tem que dizer é "vá ao escritório" ou "encontre o café", e o cão guia irá seguir a rota completa.

1 de fev de 2009

Parque Villa Lobos - Exemplo em Acessibilidade

Localizado no bairro de Alto dos Pinheiros, na região Oeste da Capital, o Parque Villa-Lobos é uma das boas opções de lazer ao ar livre da cidade. Essa unidade de conservação abrange uma área de 732 mil m², possui ciclovia, quadras, campos de futebol, “playground” e bosque com espécies de Mata Atlântica. A área de lazer inclui ainda aparelhos para ginástica, pista de cooper, tabelas de “street basketball” e um anfiteatro aberto com 750 lugares, sanitários adaptados para deficientes físicos e lanchonete.

O Parque Villa-Lobos conta também com o Espaço Vida, novo nome do Centro de Educação Ambiental, que foi implantado pela Secretaria do Meio Ambiente, em parceria com o Instituto Unibanco, com a finalidade de promover a formação de professores e a conscientização de jovens sobre a necessidade de recuperação e preservação dos recursos naturais.

O parque, é totalmente adequado à acessibilidade de pessoas com deficiências, por apresentar grande área plana e caminhos praticamente nivelados e principalmente devido às adequações implantadas pela Secretaria de Meio Ambiente responsável pela administração do parque desde 2004. As obras de adequação e eliminação de barreiras da parte existente e de projeto e construção de novos espaços acessíveis foram coordenadas pela arquiteta Ana Lúcia P. de Faria Burjato, docente de cursos de pós-graduação em Acessibilidade e Ergonomia. Especialista em acessibilidade a arquiteta da SMA participou do grupo de redação da NBR-9050 / 2004 – Acessibilidade a Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos, principal norma brasileira sobre o assunto e concluiu em 2004 mestrado na FAU_USP sobre procedimentos para avaliação de acessibilidade no Parque Villa-Lobos, buscando a autonomia e segurança das pessoas com deficiências.


O Parque Villa-Lobos abre todos os dias – incluindo fins-de-semana e feriados - das 6h às 18h. No horário de verão, até 19h.